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Queda de helicóptero militar em zona rebelde na Colômbia deixa nove mortos

Queda de helicóptero militar em zona rebelde na Colômbia deixa nove mortos


AFP
O Exército colombiano encontrou nesta terça-feira (21) os corpos de nove dos 11 militares que estavam desaparecidos após a queda de um helicóptero que dava apoio a uma operação contra guerrilheiros que se marginalizaram do processo de paz, informou um porta-voz oficial.
A aeronave, um Black Hawk, com 17 militares a bordo, caiu em uma área de selva no sudeste da Colômbia.
Seis foram resgatados com ferimentos e “infelizmente encontramos nove corpos do nosso pessoal”, disse um porta-voz das forças militares em mensagem à imprensa.
Mais cedo, as autoridades haviam encontrado o helicóptero em um trecho do rio Inírida, no departamento (estado) de Guaviare, onde atuam rebeldes das antigas Farc, que continuaram armados após a desmobilização da maior parte dos combatentes que se seguiu ao acordo de paz de 2016.
Segundo o Exército colombiano, a aeronave participava de uma operação contra a chamada dissidência das Farc em uma área onde também existem plantações de drogas.
O dispositivo havia sido relatado como desaparecido anteriormente.
“A comissão da Divisão de Aviação de Assalto Aéreo do Exército Nacional está em vigor, iniciando as investigações correspondentes para determinar as circunstâncias de tempo, maneira e local em que os eventos ocorreram”, acrescentou a instituição no texto.
O máximo comandante das Forças Militares, general Luis Fernando Navarro, viajou até uma base próxima para comandar as operações de resgate.
O governo, através do ministro de Defesa, Carlos Holmes Trujillo, se referiu ao ocorrido como um “acidente aéreo”.

Uma dissidência poderosa
Às margens do Inírida, em uma área estratégica para o narcotráfico, está o que é considerada a dissidência mais poderosa das antigas Farc, sob o comando de “Gentil Duarte”.
Com uma longa história na guerrilha, Duarte aderiu às negociações de paz que levaram ao desarmamento da organização.
No entanto, ele abandonou o acordo com o governo do ex-presidente e vencedor do Prêmio Nobel da Paz Juan Manuel Santos (2010-2018), e atualmente trabalha na reunificação dos grupos que optaram por não assinar o pacto que terminou com o levante armado de quase seis décadas.
A Inteligência militar calcula que os grupos dissidentes têm ao menos 2.300 membros que sobrevivem na guerra graças ao tráfico de drogas e ao garimpo ilegal.
O acordo de paz permitiu o desarmamento de cerca de 7.000 homens e mulheres, dos quase 13.000 que faziam parte do hoje partido de esquerda, Força Revolucionária Comum Alternativa (Farc).
O movimento denunciou o assassinato de 219 dos seus ex-combatentes desde a assinatura dos acordos.
De acordo com a promotoria, por trás dos crimes estão a dissidência da guerrilha marxista e o também insurgente Exército de Libertação Nacional (ELN), além de outros grupos ligados ao tráfico de drogas.
A Colômbia é o maior produtor e exportador da cocaína vendida nos Estados Unidos e na Europa.
ESTADO DE MINAS/montedo.com
O exército colombiano prestou homenagem aos militares falecidos em sua conta no Twitter:





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